O Ministério da saúde convoca a população brasileira a continuar com a mobilização nacional pelo combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por essas doenças. Por isso, a população deve ficar atenta e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito.
CASOS – As três doenças transmitidas pelo Aedes agypti tiveram redução significativa. Até 3 de fevereiro, foram notificados 22.586 casos prováveis de dengue em todo o país, uma queda de 39% em relação ao mesmo período 2017 de (31.553). Com relação ao número de óbitos, também houve redução, passando de 20 mortes no ano passado para nenhum nesse período. Em relação à febre chikungunya, foram registrados 4.844 casos neste ano, queda de 55% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 10.630 casos. A redução do zika foi de 89%, passando de 2.981 registros para 330 em 2017. Em relação às gestantes, foram registrados 93 casos prováveis, sendo nove confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.
INFESTAÇÃO – O último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2017, consolidado em 31 de dezembro de 2017, foi realizado por 5.480 (98,4%) municípios de todo o país, sendo que destes, 3.268 municípios apresentaram condição satisfatória com índices de infestação menor que 1%, 1.445 municípios apresentaram estado de alerta, com índice de infestação entre 1% a 3,9% e 461 restantes apresentaram risco de epidemia, com Índice de Infestação superior a 4%.
O Mapa da Dengue, como é chamado o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti.
As ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal. Desde a identificação do vírus zika no Brasil e sua associação com os casos de malformações neurológicas, o governo mobilizou todos os órgãos federais (entre ministérios e entidades) para atuar conjuntamente, além de contar com a participação dos governos estaduais e municipais na mobilização de combate ao vetor.
Fonte: Agência Saúde